Se estiver em Lisboa não deixe de visitar Belém!

É o tipo de lugar que tem diversão para todos os gostos! Monumentos históricos antigos e recentes, Museus, Mosteiros e praças, sem falar no famosíssimo pastel de Belém.

Chegar lá é muito fácil, dá para pegar o elétrico 15 em direção a Algés e descer na estação Largo da Princesa, dá para ir de comboio, a partir do Cais do Sodré em direção à Cascais e descer na estação Belém ou ainda embarcar em algum dos diversos autocarros que passam por lá.

Chegando ao destino, não vou te enganar, se quiser entrar nos monumentos prepare-se para enfrentar uma fila de respeito em quase todas as atrações!

Comece pela Torre de Belém, o principal símbolo do bairro. Foi construída por volta de 1500 estrategicamente nas margens do Tejo com o objetivo de defender a cidade. Hoje, é Patrimônio Cultural da Humanidade. Embora ela não seja tão grande como esperado para um monumento dessa importância, vale muito a pena observar o edifício e a arquitetura em estilo Manuelino; porém, sendo muito sincera, se não quiser enfrentar a fila para entrar, não vai perder muita coisa, pois, apesar do valor histórico da Torre não há muito o que ver e nem muitas explicações sobre os significados; além disso, a vista lá de cima você poderá ter subindo no próximo monumento: o Padrão dos Descobrimentos.

Vai chegar ao Padrão dos Descobrimentos caminhando por um calçadão junto ao rio. A caminhada é bem tranquila e agradável e não demora mais que 10 minutos. Esse monumento foi construído na década de 60 e é uma homenagem aos navegadores portugueses que estiveram presentes nos descobrimentos. O monumento tem o formato de uma caravela e traz ao seu redor esculturas dos principais navegadores, tem aproximadamente 50m de altura e há um elevador até o terraço. Aí sim vale a pena entrar para desfrutar da vista do rio Tejo, da ponte 25 de abril, o Cristo Rei e do bairro de Belém, mas ainda há a cereja do bolo: a enorme rosa dos ventos desenhada no chão e o mapa mundi destacando os locais das descobertas portuguesas.

Do outro lado da rua está o Mosteiro dos Jerônimos, também construído por volta de 1500 em estilo Manuelino e desde então o edifício já teve diversas funções, mas hoje é uma das principais atrações turísticas de Lisboa. Do lado de fora já dá para perceber as dimensões monumentais do mosteiro e lá dentro a visita permite conhecer vários ambientes: salões, confessionários, refeitórios e o claustro, entre outros. Mas para isso, há que enfrentar aquela fila gigantesca…uma sugestão para driblar esse problema é partir direto para a visita à capela que é gratuita e sem fila! Lá estão os túmulos de Vasco da Gama e de Luis de Camões.

Já cansou de filas e monumentos? Então é hora de recuperar a energia na praça do Império, bem em frente ao Mosteiro dos Jerônimos. Tem jardins muito bem cuidados que apresentam 30 brasões representando os distritos, ex-colônias e arquipélagos portugueses; o lago central também é decorado com brasões, mas só a vista para o rio e os monumentos ao redor já é motivo suficiente para uns momentos de descanso nos seus bancos.

Não disse que Belém tem muitos atrativos? Pois é, agora vamos partir para os principais museus!

Logo ao lado da praça do Império há o CCB – Centro Cultural de Belém, onde está a exposição permanente da Coleção Berardo composta de obras de artistas famosos do século XX, mostrando o desenvolvimento e a evolução cronológica da arte moderna e contemporânea e onde também há espaço para exposições temporárias de fotografias, pinturas e outras manifestações artísticas.

Depois da visita ao CCB, poucos minutos de caminhada irão nos transportar para alguns séculos atrás! Isso mesmo, chegamos ao Museu Nacional dos Coches, onde podemos nos deslumbrar com o luxo e a engenhosidade das antigas carruagens, liteiras e berlindas (uma das explicações para a expressão “estar na berlinda”, estar em evidência) usadas pela realeza portuguesa desde o século XVII.

Para terminar o passeio, nada melhor do que um legítimo pastel de Belém e um café, não é? Dessa vez, não tem dica para driblar a fila, o jeito é encarar mesmo…mas vir para os lados de Belém e não provar essa famosa iguaria é pior do que ir para Roma e não ver o papa! Então, paciência e disposição, dessa fila não vale a pena fugir… bom apetite!

Mosteiro dos Jerônimos
Exposição temporária no CCB

Museu dos Coches

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